Por que é perigoso ser sedentário?
17 de outubro de 2011 - em: Prevenção, Qualidade de Vida / 0 Comentários
O sedentarismo é um importante fator de risco para a saúde das pessoas, podendo ser causa do acometimento de diversas enfermidades de ordem crônico-degenerativa, como: diabetes tipo II, obesidade, hipertensão arterial sistêmica, elevados níveis de colesterol e triglicerídeos, inúmeros tipos de cardiopatias, dentre outras.
As doenças do coração – como angina do peito, isquemia, arritmia e infarto – são distúrbios no sistema cardiocirculatório que normalmente se apresentam de modo grave ou até fatal para a população em geral – favorecidos quando se adota um estilo de vida sem a prática habitual de exercícios físicos.
Sabe-se que a prática regular de exercícios físicos pode proporcionar efeitos benéficos para a saúde de todos, independente da faixa etária, gerando efeitos salutares. No entanto, parece que boa parte da sociedade nacional e internacional tem ignorado ou subestimado a informação de que é melhor ser obeso fisicamente ativo que sedentário (fisicamente inativo).
Apesar de atualmente termos acesso a inúmeros meios de comunicação de maneira relativamente fácil e rápida diante da aquisição de conhecimento, algumas pessoas insistem em ser sedentárias. Muitas destas alegam que não têm tempo para participar da prática regular de exercícios físicos. Parece paradoxal? E realmente o é, pois quanto mais acesso ao conhecimento sobre os efeitos positivos dos exercícios físicos à saúde, quanto menos pessoas não têm por hábito realizar atividades físicas com frequência costumeira.
Em 1988, o Ministério da Saúde desenvolveu o Projeto Saúde – um levantamento sobre o estilo de vida, entre outras variáveis – que detectou o nível de atividade física dos brasileiros entre 18 e 55 anos. Dos 2.003 entrevistados em 12 cidades, verificou-se que 67% destes não praticavam exercícios físicos regulares. Depois disso, os dados do senso brasileiro revelam que em 1997 a inatividade física entre os homens era de 74% e entre as mulheres de 87,3%, não praticavam qualquer tipo de exercício físico pelo menos três vezes semanais. Então, lançamos a seguinte indagação: será que o número de pessoas sedentárias nesta nação diminuiu nos últimos anos? Pasmem! Mas aconteceu exatamente o contrário: a taxa de sedentarismo aumentou nas capitais brasileiras.
Dentre as capitais do Brasil, uma tem motivo de destaque: a Cidade do Natal/RN que foi eleita como a capital onde há mais sedentários, por dois anos consecutivos, consoante a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Talvez alguns fatores possam contribuir para estes dados estatísticos, como: carência de áreas públicas adequadas e destinadas à prática de atividades físicas, falta de informação sobre os efeitos benéficos à saúde, especialmente o conhecimento que deveria chegar à formação de escolares, desde a educação básica ao ensino superior.
Nosso corpo humano foi desenvolvido para estar em constante movimento, porém nos dias atuais o gasto calórico com atividades físicas tem reduzido paulatinamente. Isso se deve às comodidades ou regalias da vida moderna e das inovações tecnológicas. Dentre as quais podemos citar: a invenção o vidro elétrico nos automóveis, o uso rotineiro de elevadores e portões elétricos. Esses são alguns exemplos da tecnologia moderna que fazem diminuir o gasto de calorias com atividades físicas habituais. Diante disso, estima-se que da década de 50 para a atualidade gastamos 300 Kcal/dia a menos com os afazeres do cotidiano.
Pois bem. Necessitamos aumentar o gasto calórico com a prática de atividades físicas, por exemplo: atividades ocupacionais (trabalho), atividades da vida diária (vestir-se, banhar-se, comer, varrer o chão etc.), atividades de deslocamento (transporte), atividades de lazer (incluindo exercícios, como dança, esportes, artes marciais etc.), tudo pode ser contabilizado como gasto calórico diário, o qual certamente gera efeitos importantes sobre a saúde.
Uma opção coerente é realizar exercícios cuja prática não seja apenas com a finalidade de melhorar o condicionamento físico e a silhueta para o verão. Mais do que isso, seja uma prática habitual, ou seja, que tenha continuidade ao longo da vida. Procure entender a prática de exercício como um hábito de higiene corporal diário como é a escovação bucal e o banhar-se que temos de realizar dia após dia.
A regra é simples. Quanto maior o gasto de energia com atividades físicas, menores serão as chances em adquirirmos alguma doença degenerativa. Ademais, é importante sabermos que o fato de sermos sedentários duplica a probabilidade de infarto do músculo cardíaco e que o sedentarismo é equivalente a fumar um maço de cigarros por dia. Isso sugere uma baixa capacidade orgânica em pessoas fisicamente inativas e aumenta a vulnerabilidade a diversas doenças, e conseguinte menos sobrevida. Por outro lado, as pessoas que se exercitam habitualmente tendem a serem saudáveis ou adoecerem menos e terem longevidade com mais qualidade de vida.





