James Fernandes

Personal Trainer

O sedentarismo é um importante fator de risco para a saúde das pessoas, podendo ser causa do acometimento de diversas enfermidades de ordem crônico-degenerativa, como: diabetes tipo II, obesidade, hipertensão arterial sistêmica, elevados níveis de colesterol e triglicerídeos, inúmeros tipos de cardiopatias, dentre outras.

As doenças do coração – como angina do peito, isquemia, arritmia e infarto – são distúrbios no sistema cardiocirculatório que normalmente se apresentam de modo grave ou até fatal para a população em geral – favorecidos quando se adota um estilo de vida sem a prática habitual de exercícios físicos.

Sabe-se que a prática regular de exercícios físicos pode proporcionar efeitos benéficos para a saúde de todos, independente da faixa etária, gerando efeitos salutares. No entanto, parece que boa parte da sociedade nacional e internacional tem ignorado ou subestimado a informação de que é melhor ser obeso fisicamente ativo que sedentário (fisicamente inativo).

Apesar de atualmente termos acesso a inúmeros meios de comunicação de maneira relativamente fácil e rápida diante da aquisição de conhecimento, algumas pessoas insistem em ser sedentárias. Muitas destas alegam que não têm tempo para participar da prática regular de exercícios físicos. Parece paradoxal? E realmente o é, pois quanto mais acesso ao conhecimento sobre os efeitos positivos dos exercícios físicos à saúde, quanto menos pessoas não têm por hábito realizar atividades físicas com frequência costumeira.

Em 1988, o Ministério da Saúde desenvolveu o Projeto Saúde – um levantamento sobre o estilo de vida, entre outras variáveis – que detectou o nível de atividade física dos brasileiros entre 18 e 55 anos. Dos 2.003 entrevistados em 12 cidades, verificou-se que 67% destes não praticavam exercícios físicos regulares. Depois disso, os dados do senso brasileiro revelam que em 1997 a inatividade física entre os homens era de 74% e entre as mulheres de 87,3%, não praticavam qualquer tipo de exercício físico pelo menos três vezes semanais. Então, lançamos a seguinte indagação: será que o número de pessoas sedentárias nesta nação diminuiu nos últimos anos? Pasmem! Mas aconteceu exatamente o contrário: a taxa de sedentarismo aumentou nas capitais brasileiras.

Dentre as capitais do Brasil, uma tem motivo de destaque: a Cidade do Natal/RN que foi eleita como a capital onde há mais sedentários, por dois anos consecutivos, consoante a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Talvez alguns fatores possam contribuir para estes dados estatísticos, como: carência de áreas públicas adequadas e destinadas à prática de atividades físicas, falta de informação sobre os efeitos benéficos à saúde, especialmente o conhecimento que deveria chegar à formação de escolares, desde a educação básica ao ensino superior.

Nosso corpo humano foi desenvolvido para estar em constante movimento, porém nos dias atuais o gasto calórico com atividades físicas tem reduzido paulatinamente. Isso se deve às comodidades ou regalias da vida moderna e das inovações tecnológicas. Dentre as quais podemos citar: a invenção o vidro elétrico nos automóveis, o uso rotineiro de elevadores e portões elétricos. Esses são alguns exemplos da tecnologia moderna que fazem diminuir o gasto de calorias com atividades físicas habituais. Diante disso, estima-se que da década de 50 para a atualidade gastamos 300 Kcal/dia a menos com os afazeres do cotidiano.

Pois bem. Necessitamos aumentar o gasto calórico com a prática de atividades físicas, por exemplo: atividades ocupacionais (trabalho), atividades da vida diária (vestir-se, banhar-se, comer, varrer o chão etc.), atividades de deslocamento (transporte), atividades de lazer (incluindo exercícios, como dança, esportes, artes marciais etc.), tudo pode ser contabilizado como gasto calórico diário, o qual certamente gera efeitos importantes sobre a saúde.

Uma opção coerente é realizar exercícios cuja prática não seja apenas com a finalidade de melhorar o condicionamento físico e a silhueta para o verão. Mais do que isso, seja uma prática habitual, ou seja, que tenha continuidade ao longo da vida. Procure entender a prática de exercício como um hábito de higiene corporal diário como é a escovação bucal e o banhar-se que temos de realizar dia após dia.

A regra é simples. Quanto maior o gasto de energia com atividades físicas, menores serão as chances em adquirirmos alguma doença degenerativa. Ademais, é importante sabermos que o fato de sermos sedentários duplica a probabilidade de infarto do músculo cardíaco e que o sedentarismo é equivalente a fumar um maço de cigarros por dia. Isso sugere uma baixa capacidade orgânica em pessoas fisicamente inativas e aumenta a vulnerabilidade a diversas doenças, e conseguinte menos sobrevida. Por outro lado, as pessoas que se exercitam habitualmente tendem a serem saudáveis ou adoecerem menos e terem longevidade com mais qualidade de vida.

Anabolizantes

Os esteróides androgênicos anabolizantes, mais conhecidos simplesmente como anabolizantes, são substâncias farmacológicas análogas ao hormônio testosterona. A aplicabilidade deste medicamento inicialmente ocorreu no ramo da terapia médica, na qual foram utilizados anabolizantes em um vasto campo de tratamentos, tais como: recuperação de queimados e cirurgias graves, perda de massa muscular e óssea, crescimento ósseo retardado infanto-juvenil, micropênis neonatal, deficiência hormonal em idosos, câncer etc. O uso dos anabolizantes surgiu com o propósito primário para tratar ou auxiliar na cura de enfermos, no entanto a utilização desse fármaco tomou outro rumo não previsto na aplicação. Na década de 70, os anabolizantes viraram foco de atenção na área esportiva, sobremaneira diante dos esportes coletivos de alto rendimento (futebol, basquete, etc.) e individuais (natação, atletismo, etc.).

Dentre as inúmeras atividades esportivas, uma delas tem papel de destaque. O fisiculturismo ou culturismo – modalidade atlética caracterizada pela prática de treinamento com pesos para fins competitivos – uma atividade que no meio esportivo certamente registra o maior número de casos frente ao consumo dos esteroides anabolizantes ao longo da história.

Três são os critérios básicos avaliados pela equipe de arbitragem numa competição de culturismo: definição, volume e simetria musculares. Com a finalidade de atender esses critérios e aperfeiçoar os resultados do treinamento físico é que alguns culturistas optam por fazer uso contumaz de anabolizantes. Os esteroides desencadeiam duas ações fisiológicas: androgênica e anabólica. A androgênica associa-se ao desenvolvimento das características sexuais secundárias (pelos no corpo e na face, alteração de voz, aumento da libido, etc.).

A ação anabólica relaciona-se com o aumento da síntese de proteína, favorecendo os aumentos de força e massa muscular, os quais são visados pelos praticantes do treinamento com pesos. Doses exógenas de fármacos derivados do hormônio testosterona provocam muitas respostas fisiológicas aparentemente bem-vindas, pois o que os culturistas mais desejam é obter resultados significativos no aumento do volume muscular. O uso dos  anabolizantes realmente faz aumentar a força e a massa muscular, no entanto aí reside o problema, pois o uso de anabolizante ocorrer tanto por via oral quanto injetável, quando utilizado sem supervisão médica normalmente gera uma série de efeitos indesejados.    O uso abusivo e em dose supra-fisiológica de anabolizante desenvolve vários efeitos adversos ao organismo.

A gravidade dos efeitos colaterais depende basicamente de dois aspectos a serem analisados: o período e a dose do consumo da droga que pode determinar os riscos oriundos do uso inadequado do fármaco. Os efeitos adversos podem ser divididos em: reversíveis e irreversíveis. Dentre os reversíveis temos a alteração da libido, dor testicular, genicomastia, acne, agressividade, náuseas, etc.

Entre os efeitos irreversíveis destacam-se hipertensão, voz grave em mulheres, hipertrofia do clítores, tumores hepáticos, estatura reduzida em adolescentes e doenças cardiovasculares. Mesmo sabendo-se dos efeitos danosos ao organismo submetido à ação de anabolizantes, ainda hoje existem muitos jovens majoritariamente na faixa em 18 e 34 anos, praticantes de treino de força em academias ou clubes fazendo uso indevido dos esteróides. Isto continua ocorrendo porque, mesmo com venda somente por receita de médico ou de dentista, ainda é possível adquirir a substância de modo irregular e ilegal em farmácia ou pela internet, no entanto a fiscalização trabalha para coibir a venda clandestina.Caso você que não pretende competir na modalidade de culturismo deseja aumentar a massa muscular e melhorar a silhueta é necessário considerar dois aspectos principais: aderir à dieta balanceada prescrita sob orientação de nutricionista e ingressar na prática do treino de força elaborado e supervisionado por educador físico. Para obter melhores resultados relacionados aos exercícios, é recomendado treinar de 4 a 5 dias semanais, 8 a 10 exercícios.

Por fim, os resultados proporcionados pelos anabolizantes ocorrem de fato, entretanto os efeitos sobre a força e massa muscular são transitórios, e os efeitos nocivos à saúde podem ser graves ou irreversíveis. Logo, sugere-se que tenha uma alimentação equilibrada, exercite-se habitualmente e viva com mais saúde.

James Fernandes de Medeiros

Educador Físico – Fisiologista do Exercício

jamesprof@mail.com

Mulheres na Academia

Mulheres na Academia

A prática de exercícios físicos em academias no Brasil começou no início da década de 80. Inicialmente executada pelos incipientes do treinamento com peso, o preferido dos homens. Já as mulheres, se aventuravam nas chamadas ginástica aeróbica e localizada. Elas iniciaram a prática de exercícios contra-resistência aos poucos e de modo tímido, pois naquela época havia o preconceito de se ver mulheres levantando pesos – as conhecidas “marombas”-, tal pratica durante aquele período causava, no mínimo, estranheza.

Hoje, não raro, elas tomam os espaços nas academias, seja na sala de ginástica, seja na de musculação, onde têm sempre uma delas se exercitando. Ademais, as mulheres estão a realizar sua prática lado a lado com os homens, inclusive diante de exercícios de força, aos quais a discriminação era maior.

No salão de musculação elas realizam suas séries de exercícios com igual dedicação e competência quando comparadas a eles, os pioneiros dessa modalidade. Elas costumeiramente se importam com a sua aparência física (estética), portanto, estão constantemente em busca de melhorar a silhueta e esculpir o corpo.

Além de melhorar a imagem corporal, o treinamento de força é uma das atividades mais importantes, aumentar a força muscular e reduzir gordura corpórea, naturalmente é benéfico à saúde. Haja vista que a força relativa na mulher é menor que a do homem, em média de 30% a 40%, e o percentual de gordura, maior que a deles, em média 10%. Por exemplo, um jovem de 20 anos deve ter aproximados 13% a 15% de gordura corporal, já uma jovem de mesma idade deve ter de 23% a 25%. Manter a força muscular e o nível de gordura em padrões saudáveis é primordial para a vida.

A partir da quarta década de vida – por volta dos 40 a 45 anos de idade – as mulheres passam pelo chamado climatério (diminuição da fisiologia de ovários e de hormônios sexuais) e, posteriormente, pela menopausa com a redução natural do hormônio estrógeno. Esse declínio hormonal causa a desmineralização dos ossos cujo principal mineral de constituinte do esqueleto humano é o cálcio. Durante a mesopausa, a atividade menstrual na mulher fica diminuída até chegar ao ponto de apresentar absoluta inatividade, portanto chegando a parar de menstruar definitivamente. A interrupção do ciclo menstrual traz alterações deficitárias na fisiologia feminina.

Quando as mulheres não têm a oportunidade de treinar sua força muscular estão, infelizmente, deixando de melhorar sua capacidade física, além de melhorar sua massa muscular e óssea. As que treinam regularmente estão, às vezes inconscientemente, prevenindo-se contra a osteopenia (perda de massa óssea) e sarcopenia (redução da massa muscular); e consequentemente evitando situações inconvenientes de futuros traumas de cunho ósteo-muscular. Por carência de força muscular e por terem ossos enfraquecidos, ocorrem as quedas de pessoas idosas, principalmente de mulheres. Esse fato é favorecido devido ao processo gradativo de envelhecimento.

As quedas são mais comuns no banheiro, pelo fato de estarem escorregadios e/ou molhados. Com as quedas ocorrem as fraturas, e as mais frequentes são as de cólon de fêmur e de quadril. Além do custo financeiro médio de R$ 4.000,00, que se paga por uma prótese para poder voltar a se movimentar, a pessoa pode ficar definitivamente incapaz fisicamente, portanto dependente de ajuda diária. A pessoa fica com sensação de inutilidade e dependência. Mas a história não acaba por aí, pois o trauma de uma fratura de fêmur também gera problemas de ordem psicológica como a busca pelo isolamento, depressão e ansiedade, os quais devem ser tratados por equipe profissional (médico, enfermeiro, fisioterapeuta, psicólogo, educador físico, nutricionista etc.)

Aplausos às mulheres que adoram praticar exercícios, sobretudo a musculação. Que continuem com atitudes de dedicação e de perseverança, sua saúde agradece e agradecerá, especialmente, na meia e na terceira idade. Para aquelas que têm a oportunidade de treinar e que fogem da sala de musculação, fica um alerta para que se cuidem, antes que situações inesperadas e indesejadas venham a acontecer. Reflita sobre este assunto e procure um profissional qualificado para esclarecer as possíveis dúvidas. E viva saudável.

James Fernandes
Professor de Educação Física
Especialista em grupos especiais (obeso, idoso, fibromialgia etc.)
CREF 1.018-G/RN

Idosos na Academia

Idosos na Academia

A osteoporose é uma doença crônico-degenerativa que acomete principalmente pessoas do sexo feminino de meia (45 a 59 anos) e de terceira idade (60 a 74 anos), classificação segundo a Organização Mundial de Saúde. É caracterizada pela redução expressiva da massa óssea. Influenciada pela hereditariedade, hábitos alimentares, uso excessivo de álcool, tabagismo, nível de atividade física etc.

O exercício físico é preconizado – na área de saúde – como uma das principais formas de prevenção e de tratamento não farmacológica da osteoporose. Exercitar-se regularmente é fundamental para reverter o quadro clínico dos ossos enfraquecidos.

O exame padrão solicitado pelo médico para confirmar e verificar o nível de perda óssea é a densitometria óssea. Outrora atuando em academia de condicionamento físico, foi oportuno prescrever exercícios capazes de aumentar em 11% a densidade óssea de uma mulher aos 62 anos de idade. O treino era realizado quatro vezes semanais durante seis meses.

Os exercícios resistidos (musculação) são os mais eficientes e seguros para elevar o nível de massa óssea, independente de suplementação do mineral cálcio. A freqüência de três vezes por semana, intensidade moderada, somada à correta seleção de exercícios realizada pelo profissional de Educação Física, certamente propiciará ganhos significantes.

Caso queira engajar-se num programa de exercícios físicos, é sugerido procurar apoio profissional do médico e do professor de Educação Física. Por meio das avaliações médica e física é possível fazer as prescrições coerentes e corretas para cada caso, a fim de favorecer a saúde do osteoporótico.

James Fernandes
Graduado em Educação física
Pós-graduado em Fisiologia do Exercício
E-mail: jamesprof@gmail.com

A perda da força muscular que acomete pessoas idosas é fácil de ser notada. Certamente você já presenciou um idoso necessitar de ajuda de alguém para se locomover. O sistema músculo-esquelético, como os demais do organismo humano, sofre regressão no processo de envelhecimento, ao ponto de dificultar os afazeres do cotidiano, tais como: subir escadas, banhar-se, varrer o chão etc.
A musculatura estriada esquelética, quando não estimulada com exercícios de força passam a sofrer processo gradativo de degeneração das fibras musculares, sobretudo as tipo IIa e IIb (contração rápida – glicolítica). A diminuição do número de fibras é um fator que torna o idoso dependente fisicamente, ao deparar-se com atividades corriqueiras do dia-a-dia.
A prática regular de exercícios de força é imprescindível à melhoria dessa valência física relacionada à saúde. Pesquisas científicas têm comprovado a eficiência dos exercícios resistidos – aqueles realizados com halteres, barras, anilhas, elásticos ou máquinas – bem como sua segurança em praticá-los.
Uma das publicações de destaque foi a pesquisa da estudiosa no assunto – Maria Fiatarone – que reuniu em 1990 mulheres nonagenárias, submetendo-as ao treino de força durante oito semanas. O resultado desse estudo apresentou que elas obtiveram um ganho de 174% na força de seus músculos.
A comunidade acadêmica, há duas décadas, vem afirmando que os exercícios contra resistência é condição relevante para tornar o idoso vigoroso, independente fisicamente, e principalmente mais saudável. A população senil terá a chance de aumentar a força muscular e melhorar a saúde, ao procurar um professor de Educação Física em clínicas de reabilitação ou em academias. Procure um profissional devidamente registrado no conselho (CREF), e bons treinos.
James Fernandes
Graduado em Educação física
Pós-graduado em Fisiologia do Exercício
E-mail: jamesprof@gmail.com

A todo o momento, a mídia impressa e televisiva tem noticiado que a prática regular de atividade física é importante à saúde. Fator capaz de manter ou melhorar o desempenho físico, sobretudo quando se trata de pessoas fisicamente inativas. Por outro lado, o sedentarismo é considerado, nos dias atuais, um dos fatores de risco primário, ou seja, pode favorecer o surgimento de várias doenças, em maior potencial as cardiovasculares – principal causa de morte no Brasil e no mundo.

Deixar de ser sedentário é favorecer melhores níveis de saúde. Isso pode parecer óbvio. Apenas para aqueles cuja prática de exercícios físicos tornou-se um hábito, atividade diária tão natural como escovar os dentes e banhar-se.

Muita gente tem a informação de que exercitar-se é importante para a saúde, mas na maioria das vezes as pessoas não têm atitude suficiente para iniciar os treinos regulares. Apesar de muitos terem acesso favorável à prática de exercícios, ao passar em frente a uma academia todos os dias. Apenas se sentem estimulados ao ver tanta gente treinando, não iniciam os treinos.

Algumas pessoas buscam iniciar a prática de exercícios, porém às vezes esbarram em desculpas. De tanto adiar a sua ida à academia, um dia resolvem se matricular. Felizes e empolgados para aumentar os músculos e reduzir o excesso de gordura indesejada, esses iniciantes estão à procura do “corpo perfeito”.

Quando o aluno procura uma academia para iniciar os treinos ‘regulares’, qualquer que seja o seu objetivo, acaba desistindo no meio do caminho. Estima-se que apenas 20 a 30% dos alunos conseguem manter-se fisicamente ativo. Parece pouco, mas essa é a realidade. Os outros 70 a 80% dos alunos param os treinos antes dos seis meses de atividade física.

Inúmeras são as razões para a desistência: falta de tempo e a carga horária de trabalho excessivo são as mais comuns. Seriam essas razões suficientes? Para essas pessoas o dia deveria ter 25 ou 26 horas. Muitos alegam a dificuldade financeira, mas para quem deseja romper com o sedentarismo, dinheiro não é problema. Praticar caminhada três a cinco vezes semanais com duração de 30 minutos sai a um custo baixíssimo e é salutar à saúde.

A prática da caminhada ou corrida regular reduz aproximadamente 19% a probabilidade de o indivíduo ser afetado por um infarto agudo do miocárdio (IAM). Caso essa informação fosse de conhecimento geral da população, provavelmente as pessoas não deixariam de praticar atividades físicas.

A prática de exercícios físicos em academias de modo habitual pode diminuir a ocorrência de (IAM) em 60%. Nas quais, o aluno tem a oportunidade de desenvolver todas as valências físicas relacionadas à saúde, tais como: força, flexibilidade e condição cardiorrespiratória, além de realizar as sessões de treinos sob supervisão e acompanhamento de profissionais habilitados. Desta forma, aumentando a aderência aos treinos regulares.

A população que freqüenta as academias é diferenciada, pois sob orientação de profissionais têm a oportunidade de melhorar progressivamente a saúde, à medida que se exercitam. Se você treinou regularmente, era ‘uma pessoa privilegiada’. Mas lembre-se de que nunca é tarde para recomeçar.

Se você é sedentário, organize-se! Valorize sua saúde e dedique de três a cinco dias da semana para a atividade física cuja duração de 20 a 60 minutos diários será suficiente para proporcionar ganhos no condicionamento físico.

Se você é fisicamente ativo, não seja como um daqueles alunos que procura a academia às vésperas do verão ou do carnaval, a fim de esculpir o corpo e mostrar a silhueta em poucos meses, querendo resultados rápidos de um a três meses de treino.

Sabe-se que a maioria das pessoas é imediatista. Logo, deve-se buscar apoio ao professor de Educação Física, para que ele possa orientá-lo e conduzi-lo ao sucesso desejado, mas nunca realizar milagres.

James Fernandes
Graduado em Educação física
Pós-graduado em Fisiologia do Exercício

Os primeiros humanos utilizavam-se de seus movimentos para ir em busca de seus próprios alimentos; para se proteger dos predadores para se defender dos perigos circunstanciais etc… por isso se movimentavam e se mantinham em forma para a época em que viviam.

Hoje em dia, as facilidades da vida moderna podem nos conduzir ao sedentarismo, e , consequentemente, ao menor gasto calórico diário com atividades do cotidiano, como por exemplo: muitos utilizam controle remoto para operar o aparelho de TV, para subir e baixar os vidros do carro, utilizamos algumas vezes escadas rolantes ao invés de subir degraus a degrau dentre outras coisas. Além do mais, algumas pessoas vivem numa tremenda correria; e quando se faz uma pergunta do tipo: pratica algum tipo de atividade física regular? A resposta é: não tenho tempo.

Está comprovado cientificamente que praticar atividades físicas proporciona melhores condições de saúde; talvez não se saiba é que o sedentarismo é considerado um dos fatores de risco, pois predispõe o organismo ao desenvolvimento de doenças tais como: cardiopatias, hipertensão arterial, diabetes e dislipidemias (altas taxas de triglicerideos e do mau colesterol e LDL, que acometem o sistema circulatório). Essas são chamadas de doenças crônico-degenerativas, as quais se manifestam principalmente em pessoas com idade igual ou superior a 40 anos. Isso não significa dizer que só se deve prevenir quando tiver na quarta década de vida. A prevenção deve começar agora. E os exercícios físicos podem contribuir para essa profilaxia.

Atualmente, exercitar-se regularmente é uma necessidade porque isso traz benefícios à saúde, independente da faixa etária e do nível da condição física.

Os efeitos das atividades físicas são salutares se a duração, freqüência, volume e intensidade forem controlados. Portanto é importante, cada vez mais ter um estilo de vida ativo, sendo assim, escolha uma atividade compatível com seu gosto, que lhe proporcione prazer e mexa-se.

      A Fibromialgia (FM) é uma doença crônico-degenerativa de ordem reumática que afeta o sistema músculo-esquelético humano. É uma patologia que se caracteriza por dor muscular difusa, fadiga constante e associada a distúrbios psicológicos e a alterações do sono. Essa moléstia é de difícil diagnóstico, pois em alguns casos é confundida ora com doença psicológica ora com problemas de ordem reumática.
      Dados estatísticos afirmam que mais de 2% da população mundial têm fibromialgia. Essa doença afeta oito vezes mais mulheres que homens, predominantemente numa faixa etária de 20 a 60 anos. A (FM) corresponde a aproximadamente 15% das consultas em clínicas de reumatologia e 5 a 10% na clínica geral.
      O Colégio Americano de Reumatologia (ACR, em inglês) instituição pioneira nas descobertas científicas que validaram os critérios para diagnóstico da fibromialgia determinou a necessidade de aplicar uma anmenese (questionário) sobre o histórico clínico e exame físico para, além dos sinais e sintomas, detectar o numero de pontos dolorosos (sítios anatomicamente localizados sensíveis à dor). Segundo o ACR, essa doença é diagnosticada quando há no paciente onze ou mais pontos dolorosos, num total de dezoito pontos.
      Após o diagnóstico dessa doença, inicia-se uma série de tratamentos, divididos em medicamentosos e não-medicamentosos. A terapia medicamentosa ocorre através de uso de analgésicos para reduzir as dores e para melhorar a qualidade do sono já que o portador de fibromialgia raramente consegue atingir as fases três e quatro do sono, precisa de medicamento para atingir um sono reparador. O tratamento não-medicamentoso consiste de várias opções, como: fisioterapia, terapia ocupacional, massagem, biofeedback (técnica de relaxamento) e exercício físico.
      O exercício físico é considerado o principal tratamento não-medicamentoso, pois é eficiente na melhoria da capacidade funcional de fibromiálgicos. A prática de exercício físico regular proporciona melhoria na condição cardiorrespiratória, na flexibilidade, na força/resistência muscular e na modificação da composição corporal (aumento de massa corporal magra e redução do percentual de gordura), além de produzir endorfinas e serotonina, que são neurotransmissores capazes de melhorar o humor e o sono.

James Fernandes – Graduado em Educação Física
Pós-graduado em Fisiologia do Exercício

      O envelhecimento é um processo gradativo e inexorável, que ocorre ao longo da vida. Caracterizado pela redução da capacidade anâtomo-funcional, o qual acarreta baixa na eficiência de todos os sistemas do organismo, gerando modificações de caráter psicológico, oriundos da ação do tempo.
      Atualmente especialistas em envelhecimento têm mais uma preocupação diante do envelhecer mais e melhor, ou seja, com saúde. Essa preocupação faz referência ao aumento da expectativa de vida em sociedades tanto orientais quanto ocidentais. Dados do instituto brasileiro de dados geográficos e estatísticos (IBGE) indicam crescente envelhecimento populacional, que se acentua a cada ano. De acordo com o IBGE, o Brasil terá em 2025 o numero de 32 milhões de idosos.
      O aumento da expectativa de vida está relacionado diretamente aos gastos públicos com o sistema de saúde oferecido à população em tratamentos e internações. Indivíduos idosos são os mais susceptíveis à diminuição da capacidade funcional e ao surgimento de enfermidades. Essa valência física é um dos parâmetros que reduz significativamente a capacidade nessa faixa etária. Com ela reduzida, devido ao processo de envelhecimento, as atividades da vida se tornam dificultadas.
      Certamente você já viu um idoso necessitar de bengala para se locomover. Nessa situação, o vigor muscular já não é mais suficiente para que ele próprio possa se movimentar. Assim, ora ficará dependente de acessórios para se deslocar, e desempenhar as atividades do cotidiano, ora de ajuda de familiares.
      A força muscular é reduzida de forma mais acentuada a partir dos 65 anos de idade, acarretando baixa expressiva na qualidade de vida, e geralmente associada a doenças decorrente do desuso muscular. Por exemplo, existem várias ocorrências de quedas e fraturas em idosos cujas conseqüências são negativas à saúde, e às vezes irreversíveis.
      Durante as duas ultimas décadas, foi comprovada a eficiência do treinamento com peso para melhorar a força muscular, inclusive diante do envelhecimento. Esse é capaz de reduzir a dependência física, maximizar o vigor físico, diminuir a incidência de doenças e de hospitalizações de idosos.
      É consenso entre estudiosos do treinamento com peso que em quase todas as faixas etárias da vida esta pratica é recomendável para melhorar a saúde, sobretudo se a capacidade física do individuo está comprometida ao ponto de causar em alguém dependência física. Desta forma, é sugerido que a população idosa participe de um programa de exercícios com peso – mais conhecido com musculação – a fim de obter ganhos na força muscular para enfrentar, do modo mais favorável, as atividades da vida diária.

James Fernandes
Graduado em Educação física
Pós-graduado em Fisiologia do Exercício
E-mail: jamesprof@gmail.com

      O aumento da expectativa de vida da população mudial é uma realidade e alvo de análise nas pesquisas e nas gestões de saúde pública e privada. Pode-se questionar até que ponto aumentar os anos de vida seja uma notícia bem-vinda. Deve-se estar atento aos aspectos da qualidade de vida, que tem sido cada vez mais tumultuada, extenuante e, como dizem, estressante.
      É importante controlar as variáveis da qualidade de vida e da saúde. Um dos parâmetros da saúde é ser fisicamente ativo. Quem é ativo tem melhor qualidade no sono, no vigor físico e no equilíbrio emocional. Em regra, ser ativo é ter melhores condições de saber lidar com contratempos impostos e eventualmente inevitáveis que acontecem no dia-a-dia.
      Ao passo que os seres humanos envelhecem, o modo de enfrentar as situações do cotidiano se torna mais dificil. Com o envelhecimento surgem os distúrbios em todas as funções vitais, uns mais acelerados que outros. No aparelho locomotor não é diferente, sucumbe progressivamente ao longo dos anos. O idoso tem uma marcha mais lenta e seu equilíbrio é notadamente regredido quando comparados a de um adulto jovem. Aqueles normalmente precisam de ajuda externa, seja ela de parentes ou de um aparato como bengala para que consiga simplesmente caminhar – movimento de locomoção trivial diante das atividades rotineiras.
      Quem mais sofre com os efeitos negativos do sedentarismo são os idosos quando comparados aos jovens. Situação justificada pelo fato de o idoso ter passado mais anos de sua existência no estado de inatividade física, além da ocorrência previsível das perdas progressiva no processo do envelhecimento. Na atuação profissional, foi oportuno prescrever sequência de exercícios físicos e acompanhar senhores e senhoras com até mais de setenta anos de idade, os quais apresentavam alguma limitação ao se movimentar.
      No ano de 2004, chegou à academia um aluno de 72 anos, que mal conseguia andar. Tamanha era a fraqueza muscular nos membros inferiores diante de tal circunstância. Como ele disse naquele ano, “Antes de começar a me exercitar na academia, eu andava engomando. Agora consigo caminhar”. Engomar, nesse caso, significa andar arrastando os pés. Com apenas 30 dias de matriculado, esse senhor obteve uma melhora expressiva na marcha. Para ele esse ganho locomotor foi um motivo de superação, de elevação da auto-estima e de motivação.
      Graças à dedicação daquele senhor aos treinos de força – responsável pela ativação das fibras musculares de força ao tornar os músculos mais funcionais – foi possível modificar para melhor o gesto motor da caminhada, que em apenas quatro semanas, com treinos regulares, deixou de andar “engomando”. Nesse caso, o exercício foi para ele obter um ganho de força muscular significante, inerente à atividade locomotora diante das tarefas da vida diária.
      Independente de qual seja seu problema de saúde, a princípio, os exercícios resistidos, ou seja, de força são eficientes no controle das perdas de massa muscular e óssea. Segundo o fisiatra Dr. José Maria Santarém, perde-se 10% de massa magra dos 25 aos 50 anos de idade e mais 30% dos 50 aos 80 anos. Os indivíduos que conseguem completar 80 anos de idade sem a prática regular de treino contra-resistência, terão reduzido 40% de massa muscular magra. Isso gera defícits na marcha, no equilíbrio e pode proporcionar sérias situações de quedas e fraturas ósseas.
      O treinamento de força praticado de 2 a 3 vezes por semana é suficiente para provocar respostas fisiológicas significativas. Na prescrisão do exercício, a intensidade do esforço é de 50% a 75% da capacidade máxima e a duração de cada sessão deve beirar os 60 minutos. A pesquisadora australiana Maria Fiatarone retratou em seus achados que em apenas 8 semanas de treino de força é possível adquirir ganhos de força muscular na ordem de mais 170%, mesmo se tratando de mulheres enfermeiras nonagenárias.
      Quer ter vigor físico favorável a sua saúde e ficar bem na força muscular? Então treine! É a partir dos 65 anos que o processo de perda de musculatura esquelética é mais drástica. Nessa fase da vida, aumentar a força dos músculos é sinômino de tornar-se fisicamente independente, elevar o nível de auto-confiança, obter mais saúde e melhorar a qualidade de vida.

James Fernandes
Graduado em Educação Física – UFRN
Especilista em Fisiologia do Exercício – UGF/SP

Perfil

James Fernandes

Especialista em Fisiologia do Exercício – UGF/SP / Avaliação Física – Personal Trainer – Consultoria em treinamento físico – Preparação física para concursos.

jamesprof@gmail.com.br

Telefone: (84) 9924-5227

CREF 1.018-G/RN

Prescrição de exercícios físicos para terceira idade e fibromiálgicos.

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